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Bahia terra do cacau e da natureza

Bahia terra do cacau e da natureza É na Bahia, uma terra de descobridores, onde começou a história do Brasil, hoje, um dos destinos brasileiros reconhecido pela diversidade, beleza, e natureza, que se inicia nossa expedição pelas trilhas da Mata Atlântica, percorrendo o universo produtivo rural de grandes fazendas de cacau, rotas da agricultura familiar, passando por áreas de proteção ambiental, viajando por corredeiras de rios caudalosos, e ao fim, desvendando o murmúrio do vento que sopra nas praias do maior litoral brasileiro. Por alguns dias, adentraremos neste universo singular que reuniu povos de muitos continentes e culturas. Vamos conhecer uma Bahia engajada, sustentável e disposta às boas práticas de sustentabilidade

 

 

 

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A Chegada em Ilhéus na “Costa do Cacau”, faixa do litoral baiano que se estende por quase 200 km de bem receber, tradição, passado e presente, marca o início desta viagem.

 

 

Terra mitológica de Jorge Amado, um dos maiores escritores brasileiros, que fez deste local palco de Gabriela Cravo e Canela, a diversidade impera, pois, em uma rápida passagem é possível avistar ao mesmo tempo casarios antigos, remanescentes da riqueza do cacau, participar  das “prosas de compadres”, famosas conversas entre amigos na praça, bem como  vivenciar experiências diferenciadas acompanhando o processo de criação  de uma  nova geração de artistas baianos poetas, escritores e músicos.  

 

Neste universo cacaueiro, não se pode deixar de provar chocolates com uma mistura de aromas que nos lembra uma mistura de madeira, cacau e café. Uma visita panorâmica é fundamental para entendermos e revivermos a história desta cidade, que um dia formou o mais rico centro de exportação de cacau.

 

 

 

O ciclo do cacau

 

De acordo com os historiadores de plantão, jovens guias mirins, ávidos para mostrar o conhecimento adquirido para assim bem atender ao turista, o cacaueiro chamado de CACAHUALT, era considerado sagrado pelos Astecas, no México onde acreditavam que tinha origem divina e por isso seu cultivo era acompanhado de solenes cerimônias religiosas. Certamente esse significado religioso também influenciou o botânico sueco Carolus Linneu que batizou esta planta de Theobroma cacao, chamando-a assim de manjar dos deuses.

 

Fruto de origem americana, de casca rígida que envolve as amêndoas, de cor vermelha ou amarela quando madura. Conta-se que teve suas primeiras mudas introduzidas no Brasil por volta de 1750; no início, seu cultivo na Bahia seria apenas paisagístico, pois ter uma árvore tão frondosa no jardim da casa era considerado sinal de bom gosto. A árvore, que tem até dois metros de altura e prefere áreas sombreadas, encontrou no sul da Bahia lugar propício para seu cultivo,

 

As amêndoas, cobertas por uma polpa branca, são utilizadas na obtenção do chocolate. Mas muitos outros produtos são extraídos do fruto, tais como suco, geléias, destilados finos, xaropes para confeito. Também o mel de cacau é muito popular nesta região, graças a seus poderes revitalizantes.

 

Nossa primeira parada, um almoço na Fazenda Porto Novo de Ronaldo Abude um expert na produção e produtividade. Fazenda tradicional que tem como grande diferencial seu cacau gourmet, hoje aberta à visitação turística, é um banho de imersão neste universo pautado pelas diferenças entre o cultivo do cacau fino e o tradicional, os diferentes tipos de plantas, solo, variedades, cultivo orgânico, bem como, a arte da transformação do fruto ao chocolate e o entendimento que este universo natural do cacau da Bahia, vai muito além do chocolate e adentra ao ambiente da conservação, preservação, natureza, rios caudalosos e atividades de aventura.

 

 

Experimentamos todas as iguarias da fruta, e ao fim recebemos e um saquinhos em forma de fruto do cacau como amuleto da prosperidade em alusão ao fruto de ouro que fez fortunas incalculáveis no século passado, aqui por estas terras.

 

Levamos conosco uma certa sensação de intimidade, que nos acompanha até nosso destino final no dia de hoje, Taboquinhas, vilarejo único perdido no tempo, importante graças à produção do cacau no início dos anos 20, teve seu empobrecimento determinado pela vassoura-de-bruxa, doença causada pelo fungo Crinipellis perniciosa, que devastou as plantações de cacau, mas que mantém ate os dias de hoje a altivez facilmente identificada nas pequenas ruelas, igrejas e praças e em sua população orgulhosa que calmamente seguem em seus afazeres cotidianos.

 

O ciclo da natureza

 

A fazenda, as margens do Rio das Contas, que abriga a Reserva Ambiental e Pousada Pedra do Sabia, bem como a Escola Rosa dos Ventos, é o destino final nos dia de hoje.  Uma surpreendente pousada de requinte, harmonia e beleza é apresentada por seu proprietário Hughes que mostra não só um ambiente harmônico, mas também a integração das lavouras produtivas sustentáveis, turismo e conservação. Mais que uma fazenda esta é uma proposta de vida a procura de qualidade, naturalidade e paz interior demonstrada em sua alimentação natural e orgânica. 

 

Dormir escutando a correnteza do rio das Contas só não é mais prazeroso do que despertar com o murmurinho dos ribeirinhos a caminho da feira em suas embarcações. Após um café repleto de frutas e flores a decorar nosso ambiente, vamos seguir o leito do rio, que nos levará a conhecer um turismo rural sustentável na comunidade da Pancada com produtores de cacau da agricultura familiar. Outra forma de produção, a de base comunitária que apresenta o estilo de vida das pessoas.

 

 

 

 

 

 

Comunidade e Aventura

 

 

Quem nos recebe este dia é Otto da Ativa Rafting, que nos acompanha a uma experiência única regional de turismo sustentável com envolvimento total da comunidade e preservação da natureza e cultura da região. A principal atração dessa forma de produção e turismo, é a cultura local, as belezas naturais, as histórias e estórias das pessoas, seus artesanatos, sua culinária de raiz alem dos saberes e sabores.   

 

 

Os guias são pessoas simples e divertidas da comunidade de Taboquinhas, que nasceram no local e a vida deles gira em torno da pesca, do cacau e mandioca e da capoeira. Ninguém melhor do que eles para ensinar os segredos da natureza.

 

 

Atravessamos o rio e após uma caminhada de aproximadamente uma hora, por estrada de terra e trilha no meio da mata chegamos à roça de cacau do Beto, que nos recebe com uma refrescante água de coco. Com uma profunda sabedoria produtiva, nos faz entender e ajudar na  colheita da fruta do Cacau.  Quebramos a casca dura da fruta, tiramos as sementes e depositamos dentro de uma caixa de madeira, um tipo de cama inclinada com folhas e troncos de bananeiras. As sementes são colocadas na cama e lentamente começa a sair um líquido, o chamado mel de Cacau.

 

 

No almoço, são servidas frutas de Cacau, banana, água de coco e o que mais a natureza puder oferecer e podemos experimentar o delicioso mel de Cacau técnicas de enxertia e faremos nosso próprio chocolate no fogão a lenha. Esta de fato é uma experiência de produção familiar cotidiana, mas para nós uma experiência única e não menos importante.

 

 

 

 

 

 

O retorno caminhando é um grande momento desta aventura pois andar pela Mata, ouvir o barulho da água e procurar o rio que nunca chega é um convite a reflexão. Nosso destino é a base da Ativa que se encontra em um sítio à beira rio, logo no final das corredeiras.  Para aqueles amantes da aventura este é o grande momento pois o Rafting  no Rio de Conta, é o maior rio baiano, nascendo na Chapada Diamantina para correr caudaloso até Itacaré, por onde passa irrigando fazendas de cacau e de cravo da índia, é um capitulo à parte acompanhado pelos experientes  monitores da equipe da Ativa.  

 

 

Outra opção, e não menos interessante, enquanto os aventureiros do rafting correm as corredeiras é ficar na rede em baixo da roça de Cacau, com inúmeras árvores frutíferas, coqueiros e uma praia de água doce e árvores centenárias da Mata Atlântica até o fim da tarde. Como a base dispõe de vestiários, banheiros e chuveiros, um bom banho e jantar no restaurante à beira rio com uma deliciosa comida caseira, depois o retorno a Pedra do Sabiá e um chá especial feito na hora e colhido na horta, fecha com chave de ouro  esta jornada.  

 

Tradição e Meio Ambiente

 

Acordar de manha com a sensação que conhece um pouco mais o universo dos mitos de cacau e chocolate nos faz sempre repensar e querer mais. Nos despedimos  de nosso anfitrião e partimos para mais um dia em terras da Bahia com destino a fazenda de produção tradicional de cacau, porem antes passaremos no roteiro ecorural para visitar uma das reservas particulares do meio ambiente a Alto da Esperança.

 

 

Claudio Lopo e a família fizeram desta propriedade uma experiência sensorial única com trilhas interpretativas, rica diversidade. Sendo este o espaço ideal para nos reunirmos com pesquisadores com experts do cacau e procurarmos adentrar ao universo do Cacau CABRUCA, sistemas agroflorestais e a biodiversidade.   

 

     

 

Nessas terras as árvores cacaueiras são cultivadas em um sistema agroflorestal único, o “cabruca”, mantendo-as à sombra das árvores nativas da Mata Atlântica. Isto tornou esta região uma das poucas do mundo onde terras de produção agroflorestal são mantidas em harmonia com matas naturais intactas, num exemplo de produtividade ecologicamente viável. 

 

 

Ao fim da tarde partimos para Itacaré para desancarmos e nosso encontro com esse mar, que terminava além das nossas vistas, foi uma das melhores visões que tivemos. Sentir a imensidão do mar e perceber o quanto nós somos somente um elemento do todo. O espetáculo orquestrado pela mãe natureza com os sons do vento batendo nas folhas de coqueiro, do zumbido da areia, da quebra das ondas, era complementado com a visão da plenitude do costão, das águas cristalinas e as aves que voam baixo para sentirem os respingos do mar.

 

Desde este primeiro dia, percebemos que, mais do que uma viagem este seria um encontro com um novo mundo: sua cultura e música, os gostos e cheiros de uma gastronomia permeada por óleos, sementes e frutos.

 

 

No luminoso restaurante à beira-mar, degustamos uma culinária baseada no fruto do cacaueiro: manjares de cacau, cocada com cacau, peixe com farinha de cacau, entre tantas especialidades

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Costa do Dende

 

De manhã,o andar a beira mar, é um momento especial para reflexão onde não só apreciar a natureza mas se integrar a mesma faz parte deste momento introspectivo, pois estamos nos despedindo destas terras onde o caminhar pela Mata Atlântica, fazer rafting no Rio das Contas, aprender a fazer chocolate com comunidade e sentir a brisa do mar são somente alguns de muitos momentos de muita aventura e ação.

 

Partimos para nosso destino final que é Salvador, porém nosso caminho passa pelo Baixo Sul da Bahia, na Costa do Dendê e são nestas terras repletas de belezas naturais e culturais que as visitas as comunidades quilombolas, as cooperativas de produção que nasceram para conquistar a sustentabilidade regional bem como os mergulhos  nos recifes de corais de Garapuá, nas praias de Morro de São Paulo e a Lagoa de Cassange com a suavidade da lanolina  surpreendem.

 

O turismo de aventura é um convite natural do baixo sul da Bahia, graças a sua rica biodiversidade e seus vários ecossistemas. Ao turismo náutico, juntam-se as praticas de cavalgadas e trekking enriquecidas com vivencias no grande conjunto de comunidades tradicionais. E pratica corrente ouvir por estas terras, que o modo de viver desses “povos dos ecossistemas”configura um legado onde as práticas produtivas são indissociáveis do uso dos recursos naturais.  

 

Nosso pouso é Nilo Peçanha, e nosso transporte é uma lancha que parte de Barra Grande e vai em direção a Camamu, passando por ilhas  onde se pode avistar pequenas vilas de pescadores, estaleiros artesanais e o maior manguezal da região é uma vivencia inesquecível, mesmo que só de passagem.    

 

Ao fim do dia podemos esbarrar pelas praças grupos de folguedos que relembra ancestrais africanos para proteção durante a colheita, casas de santos cumprindo sua religiosidade e artistas rurais. A culinária marcante com pratos baseados na oferta abundante de peixes e mariscos com receitas que misturam elementos portugueses, africanos e indígenas é de deixar água na boca e imagens na mente repleta de sensações. 

 

 

Após o jantar, fomos brindados com uma demonstração de “ capoeira”  dança típica local originária de Angola, na verdade uma luta que durante o período escravocrata foi disfarçada de dança, para que os negros pudessem seguir com sua prática. Este é um típico exemplo do misto de necessidade e criatividade, força e alegria de viver, que forjaram o povo baiano. Tantas sensações fizeram com que nos rendêssemos às iguarias e à música

 

 

 

Quilombolas e Piaçavas: Alguma das experiências comunitárias.

 

 

O café da manhã foi verdadeiro “banquete dos deuses baianos”, incluindo tapioca com queijo (espécie de panqueca da região, mas que leva fécula de mandioca ao invés de farinha de trigo), além de sucos e frutas típicos, que nos prepara para um dia repleto de experiências em comunidades.

 

Apreciar uma região sadia, segura e sólida com singularidades ecológicas marcantes, dentro dos conceitos socioambientais para fidelizar o turista que vai a procura das experiências é a proposta das comunidades locais. E assim de fato que acontece assim que se conhece a primeira cooperativa de piaçava inserida na realidade das Casas familiares de produção demonstrando um pleno equilíbrio produtivo ambiental.

 

 

Comunidades orgulhosas, atuantes e receptivas apresentam sua realidade local com profissionalismo do turismo sem perder a ruralidade do agro, do produtivo e da raiz. Nos quilombolas de Jatimane não poderia ser diferente, nesta comunidade uma jovem geração ativa e altiva mostra todo o processo de extração e beneficiamento da piaçava bem como todo o processo produtivo gastronômico com oficinas de culinária de peixes defumados. Um banquete não só para nossos olhos e alma, mas também para nossa delicia.

 

 

Ao fim da tarde partimos para a cooperativa COOPRAP de produtores rurais da APA do Pratigi onde podemos adquirir as peças de piaçavas que aprendemos a modelar na comunidade e depois para o Morro de São Paulo.

 

 

 

 

Serenidade de Morro de São Paulo

 

 

Morro de São Paulo é uma vila no extremo norte da Ilha de Tinharé e nestas terras de muita beleza e tranqüilidade protegidas por um forte centenário, a única atividade prevista foi a de lagartear ao sol, nadar, pescar, banhar-se nas piscinas de água salgada.     

 

 

 

Salvador Lembranças de uma viagem

 

A chegada em Salvador marca mais do que aventura é uma experiência. O Mercado Modelo, o Elevador Lacerda e o Pelourinho marcam esta viagem que primou por agregar pessoas de origens e interesses diferentes. O amor pelas experiências de aventura, rurais e naturais fez surgir planos de reencontros para vivermos novas experiências. Por enquanto, só resta ficarmos com a lembrança de sensações, lugares, e pessoas. Finalmente entendemos porque nessa terra não se nasce - e sim, cada um estréia em um palco extraordinário, a  “Bahia de todos os Santos”.

 

 

 

 

by GUEST